Santo do Dia 20 de Março – São Serapião de Thmuis

Santo do Dia 20 de Marco - Sao Serapiao de Thmuis

São Serapião de Thmuis

São Serapião nasceu no baixo Egito em Thmuis, palavra que signfica “cabra”, porque na antigüidade esse animal era adorado nessa cidade. Segundo Santo Atanásio, que foi seu grande amigo, Serapião freqüentou primeiramente a Escola Catequética de Alexandria, depois se fez monge, sob a orientação de Santo Antão, abade que, ao morrer, lhe deixou uma de suas túnicas de pelo. Chamado a ser bispo, a contragosto e apenas por obediência, aceitou o cargo, como bem demonstra a carta que escreveu aos monges naquela ocasião, na qual exaltava as alegrias da vida monacal e louvava a escolha feita por eles. Ele foi bispo de Thmuis de 340 a 356 e, nessa função, empenhou-se com ânimo incomum na defesa da doutrina cristã. Seguindo o exemplo de seu mestre Santo Antão, e ao lado de Santo Atanásio, que era conhecido como o “martelo dos arianos”, combateu com todas as suas forças o arianismo, heresia muito difundida na época, e que negava a natureza divina de Jesus. São Serapião lutou também contra o maniqueísmo, seita segundo a qual o universo é dominado por dois princípios opostos e incompatíveis: Deus, ou o bem absoluto e o Diabo, ou o mal absoluto. Sobre essa seita ele escreveu um livro, erroneamente atribuído a Santo Atanásio, intitulado “Contra os Maniqueus”. Juntamente com mais quatro bispos ele foi pessoalmente ao imperador Constâncio II, a fim de interceder por Atanásio que, por suas posições firmes e intransigentes contra o arianismo, estava sendo alvo de perseguições e ameaçado de exílio. A missão fracassou e Serapião foi deposto da sede episcopal pelos adeptos do arianismo. Morreu pouco tempo depois, no ano 362. O Martirológio Romano fixou sua festa no dia 20 de março.

Hoje, como no passado, o mundo continua sendo um campo de semeadura no qual coexistem o bem e o mal, o joio e o trigo. Humanamente falando jamais o joio se transformará em trigo, assim como jamais o trigo poderá algum dia vir a ser joio. Mas se cientificamente essas transformações são impossíveis, na dinâmica do Reino isso é possível, tanto quanto é possível um cego ver, um paralítico andar, um mudo falar, uma pitada de fermento fazer crescer a massa, a água se transformar em vinho, um Deus se fazer Carne; tanto quanto é possível o sangue de um crucificado, verdadeiramente Deus e Homem, redimir os pecados e salvar a humanidade.

 

 

VIANNA, Zélia (2005). Santidade Ontem e Hoje. Salvador: Paróquia de São Pedro

 

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