Santo do Dia 24 de Maio – Nossa Senhora Auxiliadora

Santo do Dia 24 de Maio - Nossa Senhora Auxiliadora

Nossa Senhora Auxiliadora

Hoje a Igreja celebra Nossa Senhora, proclamada como auxílio dos cristãos, ou auxiliadora dos cristãos, daí o título de Nossa Senhora Auxiliadora. Essa invocação teve início no ano 1571, quando a Europa esteve ameaçada pelas forças do imperador turco, Xelim I, que já havia conquistado várias ilhas no Mediterrâneo. A fim de conter o avanço dos turcos e livrar os cristãos da escravidão imposta pelos muçulmanos, o Papa Pio V organizou uma esquadra e a colocou sob a proteção de Nossa Senhora Auxiliadora. A vitória aconteceu no dia sete de setembro desse mesmo ano e, a partir desta data, o Papa, em agradecimento, incluiu a invocação “Auxílio dos Cristãos”, em todas as ladainhas. Anos depois, por volta do ano 1809, o Papa Pio VII excomungou Napoleão que queria dominar o mundo e também a Igreja. Irritado, Napoleão sequestrou o Papa, levou-o para a França e colocou-o num cárcere, em Fontainebleau onde o manteve incomunicável. Os cristãos rezavam incessantemente e Pio VII novamente recorreu à intercessão de Nossa Senhora Auxiliadora, prometendo coroá-la tão logo fosse libertado. Pressionado pelas nações e, após ter sido derrotado em Leipzig (1813), Napoleão libertou o Papa e assinou sua abdicação, no mesmo castelo onde havia mantido preso o pontífice. No dia 24 de maio de 1824 o Papa, acompanhado de grande multidão, entrou em Roma e cumpriu o voto de coroar a imagem de Nossa Senhora. Em agradecimento instituiu neste dia a festa de Nossa Senhora Auxiliadora. Tempos depois São João Bosco, fundador da Congregação dos Padres Salesianos e das Filhas de Maria Auxiliadora, colocou sua obra sob a proteção de Nossa Senhora Auxiliadora. O amor de Dom Bosco pela Virgem Auxiliadora era tão grande que ela passou a ser também conhecida como a Virgem de Dom Bosco, e sua devoção, com a obra salesiana, espalhou-se rapidamente pelo mundo.

No mundo de hoje, pródigo em ‘napoleões’ empenhados em submeter tudo e todos à sua vontade, rico em imperadores que se bastam a si mesmas, somos chamados a refletir sobre a nossa fragilidade e necessidade que todos temos de ajuda e de auxílio. Ninguém se basta a si mesmo, nenhuma pessoa de boa vontade pode ignorar que dependemos uns dos outros e todos dependemos de Deus. E por que o outro é absolutamente necessário à nossa felicidade, é na medida em que nos abrimos para ele e o ajudamos a ser melhor, que nós nos tornamos melhores, mais gente, mais pessoa.

 

 

VIANNA, Zélia (2005). Santidade Ontem e Hoje. Salvador: Paróquia de São Pedro

 

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