Santo do Dia 25 de Junho – São Guilherme de Vercelli

Santo do Dia 25 de Junho - Sao Guilherme de Vercelli

 

São Guilherme de Vercelli

Guilherme nasceu em Vercelli, na Lombardia, Itália. Muito cedo perdeu os pais, que eram ricos e nobres. Aos 15 anos, tornou-se monge e iniciou uma série de peregrinações pela Europa, visitando os mais famosos santuários, inclusive Santiago de Compostela para onde foi a pé e descalço. Estava decidido a ir à Terra Santa, quando foi vítima de alguns ladrões que o espancaram barbaramente. Esse incidente, e mais os conselhos de São João de Matera, o convenceram a buscar outro tipo de vida. Vendeu os bens que possuía e se dirigiu para o sul, para uma montanha deserta no reino de Nápoles, muito apropriada para o tipo de vida que desejava, que era de isolamento e de oração. Quando, porém, esse isolamento começou a ser rompido por pessoas que, atraídas por sua santidade, o procuravam, ele fugiu e foi para o Monte Virgílio onde ergueu uma bela igreja dedicada a Nossa Senhora. Pouco a pouco foram chegando discípulos e entre eles muitos sacerdotes, e foi assim que nasceu a Congregação dos Eremitas de Montevergine, que foi aprovada pelo Papa Calisto em 1119, e que posteriormente se estendeu por toda a Itália. São Guilherme de Vercelli não escreveu uma regra específica para a congregação, contentando-se com o ensino oral e o exemplo de vida. Ele fundou outros mosteiros, entre os quais o de Goleto onde veio a falecer. Rogério V, rei de Nápoles, quis conhecê-lo pessoalmente e encantado com sua amabilidade e devoção, lhe facilitou a fundação de uma casa em Salerno, confiando-lhe a missão de pregar e reformar os costumes na Corte. Mas as invejas e as queixas logo surgiram e junto com elas as calúnias. Pensando que talvez Guilherme fosse um hipócrita, o rei, valendo-se de uma mulher, quis colocar à prova sua virtude. O resultado foi simplesmente a conversão da mulher que terminou a vida como abadessa, com o nome de Inês de Venosa. Guilherme morreu no dia 25 de junho de 1142, aos 57 anos de idade.

Hoje como no passado, a cruz é inevitável para os que, como são Guilherme de Vercelli, têm, como proposta de vida, reformar os abusos dessa corte na qual se transformou o mundo. A via sacra é a consequência natural dessa proposta. A cruz é inevitável para os que querem seguir os passos de Jesus. Claro que não se trata do sofrer por sofrer, nem do sofrer por prazer, mas do único sofrer que agrada a Deus, que é aquele que vem como resultado de nosso empenho em favor de uma sociedade mais humana, de nossa luta por um mundo de mais fraternidade e justiça.

 

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