Santo do Dia 16 de Junho – São João Francisco Régis

Santo do Dia 16 de Junho - Sao Joao Francisco Regis

 

São João Francisco Régis

São João Francisco Régis nasceu no dia 31 de janeiro de 1597, na vila de Francouverte, nas proximidades de Narbonne, França. Ingressou na Companhia de Jesus aos 19 anos e, em 1630, foi ordenado sacerdote. Jesuíta admirável, totalmente empenhado na catequese das crianças e na pregação do Evangelho, viveu sempre ao lado das pessoas simples pelas quais tinha uma predileção tão especial que chegava a afirmar que sem elas não podia viver. Visitava sistematicamente as prisões e os hospitais, prestando assistência aos necessitados e nada o fazia desanimar: nem o cansaço, nem os perigos, nem mesmo as restrições de um superior medíocre. Mas, como acontece com quase todos aqueles que se empenham em praticar o bem desinteressadamente, ele foi invejado e caluniado. Soube, contudo, e apesar de tudo, calar, perdoar e rezar pelos seus perseguidores e difamadores. Em 1663 São João Francisco Régis foi mandado para Vivarais, um conturbado centro calvinista, onde através da oração e do exemplo de vida levou muitos a se converterem à fé cristã. Algum tempo depois ele foi para Velay onde tentou organizar uma pastoral de assistência aos necessitados e aos prisioneiros. João Francisco Régis morreu em pleno exercício de suas atividades missionárias. Dirigia-se para uma aldeia no frio mês de dezembro, quando se perdeu devido à neve que cobria os caminhos. Apesar da quase impossibilidade de chegar a tempo ao compromisso, não desistiu. Seguiu em frente, mas somente três dias depois chegou ao local da missão onde, mesmo ardendo em febre, pregou e atendeu confissões. Desmaiou na cadeira do confessionário e foi levado para o quarto, atacado por uma pneumonia. Faleceu aos 43 anos de idade. Foi canonizado pelo Papa Clemente XII.

Para o mundo de hoje, onde a prática desinteressada do bem e o relacionamento fraterno não encontram muitos adeptos, São João Francisco Régis, que não se deixou abater pela mediocridade dos que o invejavam e o injuriavam, que se aproximou dos mais necessitados com desvelo fraterno e suportou os rigores do frio para aquecer os corações de pobres e simples aldeões, nos aponta duas qualidades indispensáveis ao verdadeiro missionário. A primeira, é jamais se deixar intimidar pelas dificuldades inerentes à missão. A segunda, é ter a coragem de sair de si, de libertar-se de seu “mundinho” particular, para ir ao encontro e aquecer com o calor da solidariedade e da justiça, os que no mundo sofrem a dor do desamor e o frio da exclusão.

 

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