Santo do Dia 19 de Janeiro – Santa Marta, São Mário, Audifax e Ábaco

Santo do Dia 19 de Janeiro - Santa Marta Sao Mario Audifax e Abaco

Santa Marta, São Mário, Audifax e Ábaco

Os santos Mário, Marta, Audifax e Ábaco nasceram na Síria. Embora as informações sobre eles não possam ser historicamente comprovadas, tudo indica que Mário e Marta eram casados e Audifax e Ábaco eram seus filhos. Conta a tradição que eles empreenderam uma peregrinação a Roma, a fim de visitar os túmulos de São Pedro e de São Paulo, ajudar, confortar e prestar solidariedade aos cristãos encarcerados, em virtude da perseguição desencadeada pelo Imperador Cláudio II, o Gótico. Em Roma, eles percorreram Igrejas, distribuíram esmolas e visitaram os cristãos presos. Segundo se sabe, eles sepultaram mais de duzentos mártires cristãos e foram surpreendidos pelos soldados do Imperador, exatamente quando cumpriam esse dever cristão. Corria o ano 1270 quando eles foram presos e intimados a prestar sacrifícios aos deuses pagãos. Como apesar de todas as tentativas se recusassem a fazê-lo, foram condenados à morte. Marta foi condenada a morrer por afogamento e jogada dentro de um poço. Mário, juntamente com Audifax e Ábaco, tiveram as cabeças cortadas. O corpo de Mário foi queimado para impedir que os fiéis recolhessem seus restos mortais e lhe prestassem as devidas homenagens. Tudo indica que Audifax e Ábaco foram sacrificados na Via Cornélia e tiveram também seus corpos queimados. O corpo de Marta foi sepultado por uma piedosa mulher cristã, provavelmente Santa Felicita, em sua propriedade, na vila Cornélia. Nesse lugar, mais tarde, foi erigida uma Igreja cujas ruínas existem até nossos dias.

No mundo de hoje onde as pessoas continuam sendo impedidas de viver e morrer dignamente, onde as pessoas, principalmente as mais pobres, têm suas esperanças queimadas e afogadas no poço de um sistema político econômico perverso, São Mário e seus três companheiros nos convidam a repetir seus gestos de coragem, de caridade e de amor ao próximo. Só que hoje somos chamados, não a sepultar pessoas mortas, sem vida, mas a sepultar tudo aquilo que gera a morte e ceifa a vida das pessoas, como a sede desenfreada do ter e do poder, a violência, o autoritarismo, a discriminação, a impunidade, a corrupção e  a  injustiça.

 

VIANNA, Zélia (2005). Santidade Ontem e Hoje. Salvador: Paróquia de São Pedro

 

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