Sacramento da Penitência (Confissão)

Sacramento da Penitência (Confissão)

 

“Quem confessa os próprios pecado está agindo em harmonia com Deus. Deus acusa os teus pecados; se tu também os acusa, tu te associas a Deus. […] Quando começas a detestar o que fizeste, é então que tuas boas obras começam, porque acusas tuas más obras. A confissão das más obras é o começo das boas obras. Contribuis para a verdade e consegues chegar à luz”. (Santo Agostinho)

 

O Sacramento da Penitência (Confissão) foi instituído por Jesus Cristo, dando aos sacerdotes através da sucessão apostólica) o poder de perdoar os pecados cometidos pelo homem.

“Cristo instituiu o Sacramento da Penitência para todos os membros pecadores de sua Igreja, antes de tudo para aqueles que, depois do Batismo, cometeram pecado grave e com isso perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial” (CIC 1446).

“O pecado é antes de tudo uma ofensa a Deus, uma ruptura com Ele” (CIC 1440). “O pecado fere e enfraquece o próprio pecador, como também suas relações com Deus e com o próximo. A absolvição tira o pecado, mas não remedeia todas as desordens que ele causou. Liberto do pecado, o pecador deve ainda recobrar a plena saúde espiritual. Deve, portanto, fazer alguma coisa a mais para reparar seus pecados” (CIC 1459) que é a penitência.

“O apelo de Jesus à conversão e à penitência não visa em primeiro lugar as obras exteriores, ‘o saco e a cinza’, os jejuns e as mortificações, mas à conversão do coração, à penitência interior. Sem ela, as obras de penitência continuam estéreis e enganadoras” (CIC1430). A penitência interior “é o desejo de mudar de vida com a esperança da misericórdia divina e a confiança na ajuda de sua graça” (CIC 1431). “Deus nos dá a força de começar de novo. É descobrindo a grandeza do amor de Deus que nosso coração experimenta o horror e o peso do pecado e começa a ter medo de ofender a Deus pelo mesmo pecado de ser separado Dele” (CIC 1432).

 

PORQUE SE CONFESSAR

“Durante sua vida pública, Jesus não só perdoou os pecados, mas também manifestou o efeito deste perdão: reintegrou os pecadores perdoados na comunidade do povo de Deus, da qual o pecado os havia afastado ou até excluído” (CIC 1443). Assim, a primeira consequência do perdão é a reintegração, a reconciliação com a Igreja, voltar a estar em comunhão com os santos, se reconciliar com Deus.

“Restabelecida ou confirmada na comunhão dos santos, o pecador sai fortalecido pela participação dos bens espirituais de todos os membros vivos do Corpo de Cristo, quer estejam ainda em estado de peregrinação ou já na pátria celeste (LG 48-50).

Não devemos esquecer que a reconciliação com Deus tem como consequência, por assim dizer, outras reconciliações capazes de remediar outras rupturas ocasionadas pelo pecado: o penitente perdoado reconcilia-se consigo mesmo no íntimo mais profundo de seu ser, onde recupera a própria verdade interior; reconcilia-se com os seus irmãos que de alguma maneira ofendeu e feriu; reconcilia-se com a Igreja; e reconcilia-se com toda a criação” (CIC 1469).

Reconciliado com Deus, os que chegaram ao confessionário com o coração contrito poderão gozar da paz e tranquilidade da consciência e de uma intensa consolação.

 

COMO BEM CONFESSAR

Conforme mandamento da Igreja, todo fiel deve se confessar pelo menos uma vez ao ano seus pecados graves. Os fiéis conscientes de estarem em pecado mortal não devem receber a Sagrada Comunhão. Para voltar a comungar, é necessário que ele recorra ao Sacramento da Penitência e receba a absolvição sacramental.

“O Sacramento da Penitência é constituído de três atos do penitente e da absolvição dada pelo sacerdote. Os atos do penitente são o arrependimento, a confissão ou manifestação dos pecados ao sacerdote e o propósito de cumprir a penitência e as obras de reparação” (CIC 1491). A contrição é “a dor da alma e a detestação do pecado cometido, com o propósito de não mais pecar” (DS 1676).

“Convém preparar a recepção deste sacramento (Confissão) fazendo um exame de consciência à luz da Palavra de Deus. Os textos mais adaptados a esse fim devem ser procurados na catequese moral dos Evangelhos e das cartas apostólicas: Sermão da Montanha, ensinamento apostólicos (Rom 12-15; 1Cor 12-13; Gl 5; Ef 4-6)” (CIC 1454)”. Convém também observar os 10 mandamentos e os Salmos Penitênciais.

“Os penitentes devem, na confissão, enumerar todos os pecados mortais de que tenha consciência depois de examinar-se seriamente, mesmo que esses pecados sejam muito secretos” (DS 1680).

“Quando o cristão se esforça para confessar todos os pecados que lhes vêm à memória, não se pode duvidar que tenham o intuito de apresenta-los todos ao perdão da misericórdia divina. Os que agem outra forma tentando ocultar conscientemente alguns pecados não colocam diante da bondade divina nada que ele possa remir por intermédio do sacerdote” (CIC 1456).

 

SACRAMENTO DA PENITÊNCIA NA PARÓQUIA DE SÃO PEDRO EM SALVADOR-BA

“A confissão regular dos nossos pecados nos ajuda a formar a consciência, a lutar contra as nossas más tendências, a ver-nos curados por Cristo, a progredir na vida do Espírito. Recebendo frequentemente, através deste sacramente, o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como Ele (Lc 6,36)” (CIC 1458).

Na Paróquia de São Pedro (na Igreja Matriz) é possível se confessar todos os dias pela manhã das 9h00 às 9h40 e pela tarde das14h00 às 14h40 (Confirmar Horários com a secretaria paroquial).

Para maiores informações, favor procurar a secretaria da Igreja de São Pedro (Matriz) ou telefonar para (71) 3329-3280.

 

 

Sacramento da Penitência (Confissão)

Deixe uma resposta