Missão e Omissão

2018-10-12---Blog---Mens-Pe-Aderbal

 

Quantas vezes ouvimos alguém assim se pronunciar: “Eu não tenho pecado: não mato, não roubo, não faço mal a ninguém etc. etc.” Parece que o mérito da vida é não fazer coisas erradas. Aliás, não deixa de valer, porém o mundo seria mais conforme o projeto de Deus se, além de não se praticar o mal, todos se sentissem obrigados a fazer o bem, esforçassem-se para cumprir sua missão.  Sem dúvida os imperativos negativos não podem faltar. O decálogo apresenta vários. Entretanto, no show da vida, todos têm um papel, e o êxito do espetáculo está no bom desempenho de cada um. Esse papel é a missão a que somos chamados desde a nossa aterrissagem nesse planeta.

Estamos no mês missionário, destinado a um aprofundamento da nossa missão como pessoa e como cristão. Para que nasci? Como estou cumprindo minha missão? São questionamentos básicos que precisamos fazer para que a nossa vida não seja uma página em branco na saga da humanidade. A missão é um fazer e um participar numa tarefa escolhida pelo Pai para cada um desde toda eternidade. Através dela colaboramos para a finalidade da Criação: glorificar a Trindade Santíssima agora e para sempre. Não é uma celebração particular, é o objetivo de todas as coisas criadas, desde as inanimadas do reino mineral até as presenteadas pela vida dos reinos vegetal e animal. Diante dessa meta, o ser humano assume duas atitudes: arregaça as mangas e trabalha na obra ou se acomoda no sofá da indolência, deixando o tempo passar sem sinalizar a sua presença.

Há, porém, um outro time: o dos cidadãos engajados, os cristãos ungidos pelo Batismo, que não esperdiçam suas horas apenas criticando os erros e desacertos do próximo. Esses são conscientes de que vieram ao mundo para completar a obra divina da Criação. Sabem que têm uma missão a cumprir e que, da sua fidelidade a ela, ajudam a renovação da história. Não importa qual seja a ocupação. Podem ser os encargos de um chefe de Estado, como o trabalho de uma lavadeira; a aventura de uma viagem espacial como a vigília cuidando de um moribundo. O que vale é a intenção e a maneira como servimos aos que carecem de nós. Espero que os meus paroquianos, paroquianas, leitores do Folha pertençam a este grupo. E demo-nos as mãos com coragem, esperança e disponibilidade; realizemos com perfeição e humildade o trabalho que nos cabe. E assim estaremos cumprindo a missão que o Senhor escolheu para nós.

Minhas orações e um abraço fraternal.

Missão e Omissão

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