Maria, A Mãe de Muitos Nomes

2019-05-12---Blog---Mens-Pe-Aderbal-2-capa

A memória humana é fraca para guardar todos os nomes que a Mãe de Deus e nossa Mãe recebeu nesses milênios de Cristianismo. Uns datam dos primeiros séculos da era cristã; outros são contemporâneos nossos e, certamente no futuro, surgirão muitíssimos títulos que a criatividade humana há de gerar. Não podemos estranhar essa singularidade de Maria porque a sua personalidade é tão rica que não pode ser definida por uma, duas ou mais palavras. Apesar de ser invocada por expressões tão diferentes, elas nascem de uma só verdade: Maria é a Mãe do Filho de Deus, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

Apesar do dogma da maternidade divina só ser oficialmente proclamado pela Igreja no Concílio de Éfeso, em 431 d.C., as comunidades cristãs já endereçavam suas preces à Mãe de Jesus, sempre presente na religiosidade popular. E, a cada revelação do seu mistério no tempo, mais cresciam as formas de ser ela reconhecida pela fé de tantos povos.

A Mãe de muitos nomes acompanhou o Brasil desde os primeiros anos de colonização portuguesa. É tradição que São José de Anchieta, referência da nossa evangelização, escreveu para os indígenas, em língua tupi, na areia da praia, o “Poema à Virgem”, instrumento para a catequese mariana. Nossa pátria, portanto, educou-se na fé e posteriormente cresceu à luz da devoção a Ela. De norte a sul, de leste a oeste, o amor a Nossa Senhora foi marca acentuada da religiosidade popular. Essa particularidade, todavia, não basta para a Mãe de Jesus ser suficientemente venerada e louvada pelo povo brasileiro.

Comemoramos os grandes homens e fatos da história com atos cívicos que se bastam por si mesmo. Na experiência da fé, o comportamento é diferente. Um verdadeiro culto mariano jamais se limita a liturgias, a obras de arte e outros sinais da sua memória. Melhor venera Maria quem se compromete a fazer dela seu modelo de vida, pois foi assim que Ela brilhou como a estrela da evangelização. Como a fé cristã, a devoção à Virgem deve ser encarnada, concreta, testada em todos os momentos da nossa passagem pelo tempo. Ninguém precisa ser doutor em teologia ou mariólogo para ser um autêntico devoto de Maria. Basta que siga a sua cartilha, que foi o testemunho de Jesus.

Maria viveu na maior simplicidade, no anonimato da humilde casa de Nazaré, conforme o padrão da conduta feminina no seu tempo. Entretanto, o que definiu sua espiritualidade foi a entrega total à vontade do Pai, que ela traduziu bem na sua resposta ao anjo Gabriel: “Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. Esse pronunciamento, feito no momento supremo do seu ‘sim’ ao plano de Deus, foi o programa de toda sua história. E é o único que nos conduzirá a Cristo, o Redentor da humanidade.

Aproveitemos o mês de maio para aprofundar o nosso amor à Maria, a Mãe de tantos nomes. É indispensável que Ela seja a nossa mestra, o exemplo maior no caminho da santidade, que é um nosso compromisso batismal. Que a bênção de Jesus e o carinho de Maria acompanhem sempre os nossos passos.

O abraço cordial do irmão no Cristo Senhor.

Padre Aderbal Galvão

Maria, A Mãe de Muitos Nomes

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