LEIGOS: Sinal da Nova Aliança

2018-04-12---Blog---Mens-Pe-Aderbal-capa

O Ano do Laicato veio para alertar a grande maioria do Povo de Deus sobre a sua insubstituível missão de ser sinal da Nova Aliança numa sociedade pluralista que se esfacela em velocidade acelerada. Um furacão de múltiplas causas ameaça a humanidade na sua sobrevivência neste planeta.

Na Exortação Apostólica “A Alegria do Evangelho”, o Papa Francisco se pronuncia: “O processo de secularização […], com a negação de toda a transcendência, produziu uma crescente deformação ética, um enfraquecimento do sentido do pecado pessoal e social, e um aumento progressivo do relativismo; e tudo isso provoca uma desorientação generalizada, especialmente na fase tão vulnerável às mudanças da adolescência e juventude. (EG 64)”. Nesse texto, o Pontífice destaca a “deformação ética” responsável “pela perda do sentido pessoal e social do pecado”, assim como “um aumento progressivo do relativismo”. Tudo é permitido, tudo é relativo é o refrão do ser humano do 3.º milênio, que se lança nos despenhadeiros perigosos da permissividade e entra nos túneis escuros de uma filosofia de vida indiferente a Deus e ao irmão. Para salvar a humanidade dessa crise, o leigo cristão é requisitado para ser sinal da Aliança, que foi perdida no passado pelo pecado do ser humano, mas posteriormente resgatada pela Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

Durante seu trajeto pelo tempo, o Homem de Nazaré reuniu 12 homens, conviveu com eles e preparou-os para lhe darem colaboração no anuncio do Reino de Deus, comunidade a ser construída sobre os alicerces da justiça, da fraternidade e da liberdade. Fez o bem a muita gente e ensinou todos a viverem como irmãos. Conclui sua missão de Redentor morrendo numa cruz depois de uma via sacra de dores e humilhações. É sepultado, porém ressuscita no terceiro dia, porque o Filho de Deus não pode ser vencido pela morte. Ainda passa mais alguns dias na terra e retorna à casa do seu Pai, de onde saiu para nos salvar. Entretanto, não considerou a história da salvação concluída. Pede-nos assumi-la com esta ordem: “Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos…” (Mt 28, 18-19).

Nessa hora confusa que já coloca o Brasil na fronteira do caos, a Páscoa celebrada em 1.º de abril convoca os leigos a serem sinais do pacto de amor que Deus assinou com o ser humano ao criá-lo. A este compete ser fiel à proposta divina através de uma vida santa e santificadora, num mundo frio e cruel onde não se respeitam as criaturas porque Deus é esquecido, e os irmãos desrespeitados até no direito à vida.

Caros leigos, a Igreja lhe pede uma ação evangelizadora corajosa e perseverante, capaz de poupar a humanidade de tantos sofrimentos. O mundo se debate entre ondas violentas. Você deve ser o salva-vidas dos que lhe estão mais próximos. Saia do banco da reserva e encaminhe-se para o campo da luta. A vitória está conosco porque somos parceiros do Ressuscitado. Com a minha bênção de pároco, acompanho o esforço de todos que responderem à convocação do Ano do Laicato.

Uma feliz e santa Páscoa!

Pe Aderbal Galvão

 

 

 

 

 

 

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