Discernir, Alimentar e Testemunhar

2017-08-21---Discernir-Alimentar-Testemunhar-post

 

“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.” (Mc 16, 15). Essa é a missão da Igreja, a missão de todo cristão, de todo católico. Uma ordem amorosa deixada por Nosso Senhor antes de ascender ao Céu para junto do Pai.

O mês de agosto a Igreja, inspirada pela Sabedoria Eterna e Infinita do Pai, dedica para meditarmos sobre as vocações. A vocação é o chamado de Deus para darmos o ponta pé inicial para que possamos compreender o que Deus quer de nós, a nossa missão, começando pelo questionamento: Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6).

São quatro as possibilidades, dentro da realidade da nossa Igreja, de servirmos a Nosso Senhor e nos lançarmos nessa missão: a vida sacerdotal (sacramento da ordem), constituir uma família (sacramento do matrimônio), a doação total da sua vida ao Senhor através da consagração, quer seja na vida em comunidade ou inserida no mundo (vida religiosa e secular), e os cristãos que estão inseridos na vocação catequética pelo anúncio e testemunho de suas atividades.

Discernido qual a vocação, é importante alimentá-la para melhor vivê-la e o alimento é a Palavra de Deus que é o próprio Jesus Cristo, o “Verbo (Palavra) que se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1, 14). Conhecer Jesus, ou seja a Palavra de Deus, é indispensável para a nossa Salvação e, como diz São Jerônimo: “quem não conhece o Evangelho, não conhece Jesus Cristo”.

Daí que é de importância salutar conhecer as Sagradas Escrituras (Bíblia), onde está contida a Palavra de Deus, escrita de forma inspirada pelo próprio Deus e por isso é eterna e imutável: “A Palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes, e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4,12).

É necessário estudar a Bíblia para melhor conhecê-la, aquecer a alma, combater as tentações como Jesus no deserto, saber usá-la para obter conforto na dor, esclarecimento na dúvida, consolo na angústia, coragem no medo. Da Palavra de Deus renascemos, como diz São Pedro em sua primeira carta: “haveis renascidos, não duma semente corruptível, mas pela Palavra de Deus, semente incorruptível, viva e eterna” (1Pd 1,23).

São Pedro nos alerta: “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal. Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus” (2Pd 1, 20-21). Por isso devemos estar sempre unidos com a Igreja que é infalível na interpretação bíblica, garantia do próprio Jesus aos seus discípulos: “Quando vier o Paráclito, o Espírito da verdade, ensinar-vos-á toda a verdade” (Jo 16, 13). E São Pedro completa nos alertando que nas Sagradas Escrituras “há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína” (2Pd 3, 16).

Pensando nisso, a Igreja dedica o mês de setembro para conhecermos mais a Palavra de Deus, estabelecendo o Mês da Bíblia, que neste ano será dedicado para conhecermos e compreendermos melhor a primeira carta de São Paulo aos Tessalonicenses.

A Primeira Carta aos Tessalonicenses é o escrito mais antigo do Novo Testamento, de um período bastante duro para os cristãos. Adversários que atrapalhavam a evangelização, discursos filosóficos contrários à fé cristã, exageradamente racionais, além de falsas ideias de felicidade.

São Paulo, então, escreve a Carta aos Tessalonicenses para confirmar e exortar a respeito da fé, visando conservar, nos cristãos, a fé operosa, a caridade laboriosa e colocar todas a esperança em Nosso Senhor.

Discernidos o que Deus quer de nós e alimentados com o Pão da Palavra, torna-se possível e mais eficaz cumprir a missão que Nosso Senhor deixou para todo católico: Fazer discípulos em todas as nações, observando os Seus ensinamentos e, assim, estar com Ele todos os dias até o fim do mundo. (cf. Mt 28, 19-20).

É finalizando esse “tríduo”, com a permissão do uso do termo, de três meses que durante o mês de Outubro a Igreja dedica para as missões. Estimula os discípulos de Jesus a pregar o Evangelho e trazer novas ovelhas para o rebanho de Cristo, cada um no seu estado, de acordo com a sua vocação e respeitando os limites que cada estado exige de cada um.

 

 

 

 

 

 

 

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